Aposentadoria por idade em 2026: regras, valor e como pedir

Muita gente chega perto dos 60 anos sem saber ao certo quanto tempo falta para parar de trabalhar. A reforma de 2019 mudou idades, tempo mínimo e cálculo, e o que vale hoje depende até de quando você começou a contribuir. Este guia reúne as regras da aposentadoria por idade em 2026, mostra como o valor é calculado e explica como fazer a simulação e o pedido pelo Meu INSS, sem intermediários e sem custo.

Quais são os requisitos em 2026

Para trabalhadores urbanos, a conta envolve três critérios: idade, tempo de contribuição e carência. Carência é o número mínimo de contribuições pagas em dia, e são exigidos 180 meses, que não precisam ser seguidos.

Quem Idade Tempo de contribuição
Mulher 62 anos 15 anos
Homem que começou a contribuir antes de novembro de 2019 65 anos 15 anos
Homem que começou a contribuir depois disso 65 anos 20 anos

A idade feminina subiu de forma gradual: era de 60 anos até 2019, aumentou seis meses a cada ano e chegou a 62 em 2023. Desde então, não muda. Para quem se filiou ao INSS a partir de 14 de novembro de 2019, o benefício aparece com o nome de Aposentadoria Programada.

Se você completou os requisitos antes da reforma

Quem já cumpria as condições até 13 de novembro de 2019 tem direito adquirido às regras antigas, mesmo que faça o pedido anos depois. Naquela época, valiam 60 anos para mulheres, 65 para homens e 180 meses de carência. Há ainda uma tabela de carência reduzida para quem se filiou antes de 25 de julho de 1991 e completou a idade até 2010. Nesses casos, vale olhar a simulação com calma, porque o cálculo antigo pode ser melhor.

Como o valor é calculado

Aqui mora a maior surpresa de quem pede a aposentadoria. A regra geral funciona assim:

  1. O INSS calcula a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, ou desde quando você começou, se for depois.
  2. Sobre essa média, você recebe 60%.
  3. A cada ano que passar de 15 anos de contribuição, para mulheres, ou de 20 anos, para homens, somam-se 2%.

Um exemplo: uma mulher com 25 anos de contribuição e média de R$ 3.000 tem 10 anos a mais que o mínimo. O percentual fica em 80%, e o benefício estimado é de R$ 2.400. Um homem com a mesma média e os mesmos 25 anos tem 5 anos a mais, chega a 70% e recebe cerca de R$ 2.100.

O valor não pode ficar abaixo do salário mínimo, de R$ 1.621,00 em 2026, nem acima do teto, de R$ 8.475,55. O fator previdenciário só entra quando for vantajoso para você. Na aposentadoria há também o 13º, pago pelo INSS, e a possibilidade de pensão por morte para os dependentes.

Regras de transição: talvez você se aposente antes

Quem já contribuía antes da reforma pode ter outras opções, que costumam fazer sentido para quem tem muitos anos de contribuição e ainda não chegou à idade da regra geral. Em 2026, elas são:

  • Idade progressiva: mulheres com 59 anos e 6 meses e 30 anos de contribuição; homens com 64 anos e 6 meses e 35 anos de contribuição. A idade sobe seis meses por ano.
  • Pontos: idade somada ao tempo de contribuição, com 93 pontos para mulheres e 103 para homens, respeitando os mesmos 30 e 35 anos de contribuição. A exigência sobe um ponto por ano.
  • Pedágio de 50%: sem idade mínima, para quem estava a até dois anos de se aposentar em novembro de 2019.
  • Pedágio de 100%: 57 anos para mulheres e 60 para homens, trabalhando o dobro do tempo que faltava em 2019.

Trabalhadores rurais, professores, pessoas com deficiência e quem exerce atividade especial têm regras próprias, que não estão detalhadas aqui.

Como simular e pedir pelo Meu INSS

  1. Acesse o aplicativo Meu INSS ou o site meu.inss.gov.br e entre com a sua conta gov.br.
  2. Abra o Extrato de Contribuição (CNIS) e confira se todos os empregos e períodos aparecem.
  3. Busque por “Simular Aposentadoria”. A ferramenta mostra as regras que você já cumpre e o tempo que falta em cada uma.
  4. Se faltar algum período, reúna os comprovantes antes de pedir e solicite a correção.
  5. Quando estiver pronto, toque em “Novo pedido”, busque por “idade” e selecione o benefício.
  6. Preencha os dados, anexe documentos e confirme.
  7. Acompanhe o andamento em “Consultar Pedidos”. Mantenha e-mail e celular atualizados, porque é por eles que chegam os avisos.

Se o INSS precisar da sua presença, você será avisado antes. Na maioria dos casos, tudo corre à distância. Quem prefere atendimento por telefone pode usar a Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou agendar atendimento em uma agência.

Documentos que o INSS pode solicitar

  • Documento de identificação com foto e CPF.
  • Carteira de Trabalho, física e digital, com todos os vínculos.
  • Carnês de contribuição, no caso de autônomos e contribuintes individuais.
  • Certidão de Tempo de Contribuição, se você trabalhou no serviço público.
  • Formulários de atividade especial e documentos rurais, quando for o caso.
  • Procuração ou termo de representação legal, se outra pessoa fizer o pedido.

Cuidados que evitam dor de cabeça

Confira o extrato com antecedência. Empresas que fecharam, períodos sem recolhimento e dados com erro são causas frequentes de atraso. Quanto antes você identificar uma falha, mais fácil será encontrar o comprovante.

Faça a conta antes de pedir. Em alguns casos, poucos meses a mais de contribuição mudam o percentual. A simulação ajuda a ver se vale esperar, mas a decisão depende da sua saúde, do trabalho e da necessidade da renda.

Não atingiu o tempo mínimo? Quem tem baixa renda e 65 anos ou mais pode verificar o benefício assistencial. Veja a diferença entre BPC e aposentadoria antes de decidir.

Ninguém precisa da sua senha. O pedido é gratuito. Desconfie de quem promete aposentadoria garantida ou “acelerada” mediante pagamento, e nunca informe a senha gov.br. Depois da concessão, começam as ofertas de crédito por telefone, e a nossa orientação é manter o benefício bloqueado para empréstimos até que você realmente precise.

Fontes consultadas: páginas do INSS sobre aposentadoria por idade urbana e regras de transição para 2026, e Emenda Constitucional 103/2019.

Aviso: o Guia do Benefício é um portal independente de conteúdo informativo. Não temos vínculo com órgãos do governo, bancos ou programas oficiais, não realizamos consultas de documentos nem coletamos dados pessoais. Os procedimentos podem mudar — confirme sempre nos canais oficiais. O acesso aos serviços é gratuito.

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