Notícias

Entenda por que o valor do seu benefício pode mudar este mês

Beneficiários conferem o extrato detalhado para entender as variações nos valores recebidos mensalmente.

É muito comum abrir o aplicativo e levar um susto ao ver que o valor depositado é diferente do mês anterior. Muitas vezes a pessoa pensa que houve um erro ou um corte, mas na maioria dos casos, essa variação tem uma explicação bem lógica dentro das regras do programa. O valor que uma família recebe não é fixo para sempre; ele se molda conforme a realidade de quem mora na casa.

O programa funciona como uma espécie de quebra-cabeça financeiro. Existe um valor base, mas sobre ele são somados vários “blocos” de adicionais que dependem da idade dos filhos e da situação das mulheres da família. Se alguém faz aniversário e muda de faixa etária, ou se uma gravidez chega ao fim, o sistema ajusta o cálculo automaticamente para o mês seguinte.

Entender essas mudanças ajuda a evitar o estresse de achar que o benefício está em risco. Estar por dentro de como cada adicional funciona permite que você faça as contas com antecedência e saiba exatamente quanto vai entrar no orçamento doméstico para pagar as contas e fazer o mercado.

O impacto da idade dos filhos no valor final

O governo divide os adicionais por faixas de idade porque entende que os custos de criação mudam conforme a criança cresce. O valor mais alto de suplemento é destinado às crianças de zero a seis anos. Esse recurso extra é focado na primeira infância, garantindo que a família tenha condições de oferecer uma alimentação de qualidade e cuidados básicos nessa fase crítica do desenvolvimento.

Quando o jovem completa sete anos, o valor do adicional diminui um pouco, mas continua sendo pago até os dezoito anos incompletos. Se você tem mais de um filho, esses valores se acumulam. Por isso, famílias numerosas com crianças pequenas costumam receber parcelas bem acima da média, chegando a valores que realmente fazem a diferença na economia local.

É importante manter os dados escolares e de saúde sempre em dia para esses dependentes. Se o sistema notar que um jovem parou de frequentar a escola, o adicional correspondente a ele pode ser cortado, reduzindo o valor total que a família recebe. A regra é clara: o dinheiro vem para apoiar a educação e a saúde dos filhos.

Valor do benefício – A regra de proteção e o aumento da renda

Muitas pessoas têm medo de conseguir um emprego com carteira assinada e perder o auxílio na mesma hora. Para evitar que as pessoas fiquem presas à informalidade, existe a chamada Regra de Proteção. Se alguém da casa consegue um trabalho e a renda por pessoa sobe (até um certo limite), a família não sai do programa imediatamente.

Nessa situação, o governo continua pagando 50% do valor do benefício por até dois anos. É uma forma de dar uma “mãozinha” enquanto a família se estabiliza no novo emprego. Por isso, se você viu o valor do seu auxílio cair pela metade de um mês para o outro e alguém na casa começou a trabalhar formalmente, provavelmente você entrou nessa regra.

Essa medida é excelente porque garante que, se o emprego não der certo ou se a pessoa for demitida dentro desse período, ela tenha prioridade para voltar a receber o valor integral. É uma rede de segurança que incentiva o crescimento profissional sem deixar a família desamparada em um momento de transição.

Adicionais para gestantes e mães que amamentam

Outro ponto que altera o valor são os ciclos da maternidade. As gestantes recebem um adicional durante os nove meses de gravidez para auxiliar nos custos de exames, deslocamentos e alimentação reforçada. Esse valor é liberado assim que a gravidez é informada no cadastro e o pré-natal começa a ser acompanhado pelo posto de saúde.

Após o nascimento, o benefício de gestante termina, mas abre-se a possibilidade do adicional para nutrizes (mães que amamentam). Esse valor é pago durante os primeiros meses de vida do bebê. Passado esse período, a criança entra automaticamente na regra do adicional da primeira infância, aquele de valor mais alto.

Para garantir que essas transições aconteçam sem erros, é fundamental levar a certidão de nascimento do bebê ao CRAS assim que possível. O sistema nem sempre atualiza essas informações sozinho, e a demora para registrar o novo membro da família pode significar meses sem receber os adicionais que você teria direito.

Como conferir o extrato detalhado do pagamento

Se você ainda tem dúvidas sobre por que o valor mudou, o melhor caminho é olhar o extrato detalhado no aplicativo. Lá, o governo discrimina cada benefício que compõe o seu pagamento. Você verá nomes como “Benefício de Renda de Cidadania” (o valor por pessoa) e “Benefício Complementar” (para atingir o piso de R$ 600).

Também aparecem listados os adicionais de primeira infância e de jovens. Se algum deles sumiu, verifique se não houve problema com a frequência escolar ou se o jovem completou 18 anos. No caso de redução por renda, o extrato trará a observação de que a família está na regra de proteção.

Ter esse hábito de conferir o extrato todo mês ajuda a identificar erros do sistema rapidamente. Se você notar que um filho seu não está sendo contabilizado, ou que o adicional de gestante não caiu, você pode procurar o atendimento com a prova em mãos. A transparência do governo no aplicativo serve justamente para que o cidadão seja o fiscal do seu próprio benefício.

Janaína Silva

Amante da leitura desde sempre, encontrei nas palavras um refúgio e uma forma poderosa de expressão. Escrever é, para mim, uma paixão que se renova a cada página, a cada história contada. Gosto de transformar ideias em textos que tocam, informam e inspiram. Entre livros, pensamentos e emoções, sigo cultivando o prazer de comunicar com autenticidade.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo