Novo valor do BPC em 2026: saiba quanto receber e como pedir o benefício
Beneficiários do BPC consultam o saldo atualizado e as novas regras de renda para garantir o pagamento mensal.
O início de 2026 trouxe uma atualização importante para quem recebe ou pretende solicitar o Benefício de Prestação Continuada, o famoso BPC. Como esse auxílio é diretamente atrelado ao salário mínimo nacional, o valor depositado mensalmente subiu para R$ 1.621. Esse reajuste é automático, o que significa que quem já é beneficiário não precisa fazer nada para começar a receber a quantia maior em sua conta.
O BPC é uma segurança garantida por lei para dois grupos específicos: idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de qualquer idade que não tenham condições de prover o próprio sustento. Diferente de uma aposentadoria comum, ele não exige que a pessoa tenha contribuído para o INSS ao longo da vida, o que o torna um pilar essencial de proteção social no país.
No entanto, por ser um benefício de caráter assistencial, ele possui regras bem específicas de renda e permanência. Estar atento a esses detalhes é o que garante que o dinheiro continue caindo na conta todo mês, sem interrupções por questões burocráticas ou falta de informação sobre o cadastro.
Quem pode solicitar o BPC este ano
Para ter direito ao valor de R$ 1.621, o critério principal, além da idade ou da deficiência, é a renda da família. A regra diz que a renda por pessoa dentro de casa deve ser de até um quarto do salário mínimo. Com o novo piso de 2026, esse limite de renda por integrante da família subiu para R$ 405,25.
No caso das pessoas com deficiência, é necessário passar por uma avaliação que comprove que a condição impede a participação plena na sociedade em igualdade com as demais pessoas. Já para os idosos, a comprovação é feita basicamente pela idade e pela análise da renda familiar declarada no cadastro do governo.
Um ponto importante é que o BPC não paga o 13º salário e não deixa pensão por morte para os dependentes. Ele é um auxílio individual e focado na subsistência do titular enquanto ele estiver vivo e dentro dos critérios de baixa renda exigidos pela lei.
O papel fundamental do cadastro atualizado para o BPC
Não existe BPC sem o cadastro social em dia. Esse é o erro mais comum que leva ao bloqueio do pagamento. O governo utiliza a base de dados do município para verificar se a família ainda se enquadra nos limites de renda. Se os dados estiverem sem atualização por mais de dois anos, o sistema dispara um alerta e o benefício pode ser suspenso.
Manter o CPF de todos os moradores da casa vinculado ao seu cadastro é obrigatório. Se alguém da casa começou a trabalhar ou se alguém se mudou, essa informação deve ser levada ao posto de atendimento o quanto antes. O cruzamento de informações entre os bancos de dados do governo está cada vez mais rápido, e qualquer inconsistência pode gerar dores de cabeça.
Se você está pensando em pedir o benefício agora, o primeiro passo não é ir ao INSS, mas sim garantir que seu cadastro na prefeitura esteja correto. Com o número de inscrição em mãos e os dados validados, o processo de solicitação torna-se muito mais ágil e com chances bem maiores de aprovação rápida.
Como fazer o pedido sem sair de casa
A tecnologia facilitou muito a vida de quem precisa do BPC. Hoje, você pode fazer todo o requerimento pelo aplicativo do Meu INSS ou pelo site oficial. Basta anexar os documentos solicitados, como RG, CPF e comprovante de residência. Para as pessoas com deficiência, o sistema também permite o envio de laudos e exames médicos logo no início do processo.
Quem não tem facilidade com internet pode utilizar a central telefônica 135. A ligação é gratuita e os atendentes orientam sobre cada passo. Em muitos casos, após o pedido inicial, o interessado será chamado para uma perícia médica ou social, que é agendada para o local mais próximo da residência do solicitante.
O prazo para análise costuma variar, mas manter a documentação organizada ajuda muito. Durante o período de espera, você pode acompanhar o andamento do processo pelo celular, vendo se o perito já deu o parecer ou se o INSS solicitou algum documento adicional para concluir o seu pedido.
Acúmulo de benefícios: o que é permitido?
Uma dúvida frequente é se quem recebe BPC pode receber também o Bolsa Família. A resposta curta é: sim, é possível. O fato de um membro da família receber o BPC não impede, por lei, que a família receba outros auxílios, desde que a renda total, somando tudo, ainda respeite os limites de pobreza definidos pelos programas.
Inclusive, em muitos casos, o valor do BPC de um idoso não deve ser contado no cálculo da renda da família para que outro idoso da mesma casa peça o seu próprio benefício. Essa é uma proteção importante para garantir que casais de idosos em situação de vulnerabilidade possam ter, cada um, a sua fonte de renda garantida.
Se você tem direito a mais de um benefício, certifique-se de que todos os dados estão transparentes no seu cadastro. A honestidade na declaração das informações é a melhor forma de garantir que sua família receba todo o suporte que o governo oferece, sem o risco de cancelamentos inesperados por omissão de renda ou composição familiar.





